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15 de ago. de 2011

Enquanto estive fora...

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"Quem diz que eu errei é meu inimigo, quem mostra meus erros, diz quais foram e onde errei, esse é meu mestre."

Foi assim que vi minha vida, há alguns dias atraz, num simples e-mail recebido, onde caiu minha mascara, em meio a erros que cometi, dos piores, não aqueles que você faz algo, mas sim aqueles onde você deixa de fazer. Eu dei vida a um monstro, alimentei, criei comigo e esse monstro ficou imenso e como num livro de Stephen King, onde monstros devoravam um certo mundo, assim foi com minha vida, perdi partes de minha vida, onde o que ficava era apenas vazios, espaços sem nada que pudesse preencher, tudo com minha permissão, deixando pessoas, sentimentos alheios, mãos que queriam me segurar, momentos onde eu devia estar e não estive, lágrimas que não pude enxugar, chorei de longe quando devia chorar perto.

Vim buscar meu passado, talvez tarde demais em alguns pontos, mas em outros, vou me esforçar pra estar mais presente, pra ser o que não fui, pra fazer o que não fiz, claro que pra isso vou ter que invadir vidas, vou ter que bater em portas, não só em portas de casas, mas portas de corações, pedir pra entrar, pedir pra me deixar entrar novamente.

Me deixa entrar, ficar, ser, estar, cuidar, sorrir, chorar...me perdoa?

Peço, mas não mereço perdão, tenho que juntar as partes agora, recolher os cacos de vida, fazer novas canções, buscar o que sobrou, o que o monstro não conseguiu devorar, enfim...recomeçar.

Senti dores que me pareciam imensas, mas sei que são minúsculas perto de outras, pensei ter sido amigo, pensei que estivesse presente, pensei que estivesse pensando...perdi minha identidade, não fui dono nem dos meus sonhos, me senti sozinho, fiquei sozinho, como se num momento o mundo tivesse parado e só eu desci naquele ponto, perdi a condução seguinte, perdi o caminho de volta, fui vitima de minhas próprias composições, vivi cada letra de musica escrita...e daí?

É hora de tentar viver, reviver, renascer...

Estou de volta...e daí?

5 de jun. de 2011

Comigo mesmo - Divina Deekadência (By Edson)

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Mais uma melodia bonitinha...

Essa foi uma das minhas primeiras musicas, que compus, arranjei, sabia muito pouco violão, após o Filico me passar algumas notas, fiz essa canção, ele a transformou em reggae, ficou muito melhor, ficou bonitinha, como eles sempre diziam.  Falando da solidão e da fragilidade que ela nos provoca, do " tanto faz " de como estamos nos sentindo, crises de pós adolescência, crises da puberdade que ainda, incrivelmente, carrego enquanto adulto.

"... De que adianta as lágrimas, se ninguem pode te ver chorando..." 
(Todos os direitos reservados a Banda Divina Deekadencia conforme a lei 9610 dos direitos autorais de 19 de fevereiro de 1998 - titulo II capitulo I art 7º )

Comigo Mesmo...

Mesmo que o vento
deixe de soprar um dia,
mesmo que dôa muito
não os deixe te ver chorando

Mesmo que esteja triste
neste teu mundo de agonia
mesmo que esteja só
não os deixe te ver chorando

Perdido sem pai nem mãe
com alguem que não te entende,
não te escuta e não te ama
Caminhando sozinho,
sem saber do seu destino
que tambem anda sozinho

De que adianta as flores
se a tempestade não terminou
de que adianta as lágrimas
se ninguém pode...te ver chorando...


13 de mai. de 2011

De Asas ao Leo - Divina Deekadência (By Edson)

2 comentários
Arte e poesia

(Todos os direitos reservados a Banda Divina Deekadencia conforme a lei 9610 dos direitos autorais de 19 de fevereiro de 1998 - titulo II capitulo I art 7º )

Quebre esse gelo ao redor
se for preciso vá a luta
se for preciso vá a guerra
mas nunca pense em voltar
mesmo se alguem te chamar

Dos teus olhos vão rolar
lágrimar de dôr e medo
descendo ao coração...
mas se alguem disser te amar
e quizer te acompanhar

Mas se um dia te ferir
se não mais puder sorrir,
se não mais puder fingir...
só te restará o ar
só te restará voar

Eu quero ser um falcão
prá fugir desse lugar
mesmo se for pra voltar...
um dia...

EU, HOJE, AGORA

Claro que quando fiz essa musica o Beto e o Filico simplismente olharam a letra e disseram:  Bonitinha!!! e riam em seguida, era assim que nos tratávamos, era assim que nos entendíamos...
Mais uma vez, esse "eu" possa ter viajado demais no tempo e ter trazido todos esses meus sentimentos de agora pra aquele instante, pois é assim, exatamente como diz na letra, que me sinto...
Preciso da paz que a Divina me trazia quando eu me trancava no studio, sozinho e esperava a tribo chegar, pra rir, chorar, brigar, questionar, sonhar, compôr, tocar, tocar, tocar...
Saudade de vocês meus amigos, saudade de você Beto, saudade de você Filico, saudade de você Divina, que saudade!!! de mim.

26 de abr. de 2011

Brazistas - Divina Deekadência - By Edson

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Tarde de um domingo qualquer, em que a gente ria dele e para ele

(todos os direitos reservados a Banda Divina Deekadencia conforme a lei 9610 dos direitos autorais de 19 de fevereiro de 1998 - titulo II capitulo I art 7º )


O medo do real, a luta contra o nada
você a me olhar, me acusando de quê?
a cinco segundos do fim, de começar a terminar,
o que eu nunca comecei, mas sei que terminei...

Concentração num campo aberto olhos azuis,
crianças a morrer...
Não! Não! Não!...

Brasilia um dia nunca mais,
viva pela pátria e morra sem razão,
cuidado com a entidade negra...

Concentração num campo aberto olhos azuis,
crianças a morrer...
Não! Não! Não!...

 BETO, EDSON E FILICO...

Assim sempre se traduzirá a Divina...quando nosso primeiro baterista saiu da banda, - sim ja fomos em quatro -, ou melhor: Beto Edson e Filico e quem mais quizesse nos acompanhar, pois bem: Quando ele saiu, ficamos sem baterista, porque o Beto era o baixista, o Filico o guitarrista e eu o vocalista. Incrivel como os dois não estavam nem um pouco preocupados, dois caras de pau,e eu como sempre o ultimo a saber, depois dos dois ja terem decidido quem seria o novo baterista da banda fui comunicado: - Edson, você é o novo baterista da banda -!

Mas como se eu não sabia tocar nada? E daí?  eles já haviam decidido! E eu tinha que me virar para aprender, e ainda continuar a ser o vocalista, dividindo os vocais com o Filico. Aceitei claro! amo desafios (até porque não tinha outra opção, e aprendi)... Decidi entao, inscrever a Divina num festival de rock promovido pela rádio 89 FM, na época a rádio rock de São Paulo. Precisaríamos de uma fita demo para gravarmos em um estúdio. Encontrei, depois de muito procurar em jornais ( sim jornais, afinal a internet no Brasil não tem tanto tempo assim, estamos falando de 20 anos atráz...que parece a semana passada...), encontrei um estudio, na Rua Edson 96, travessa da Av. Santo Amaro, conversei com um tal de Fernando (do estúdio) e marcamos em um dia da semana pra gravarmos. Tinhamos apenas duas musicas: Cenas e Brazistas, do Filico e minha, seguindo a ordem. Eramos crus, iniciantes, nao sabiamos nada para falar a verdade.,,

 Beto na ocasião trabalhava no Unibanco, e faltou nesse dia, eu saio mais cedo e o Filico nesta época...não me lembro..Três moleques o que éramos, brincando até chegar lá, mas responsáveis quando se tratava de fazer algo para a nossa Banda Divina Deekadência, algo que nos faria bem, com certeza. Chegamos então na Rua Edson 96, Estudio Drum, fomos recebidos então pelo Fernando Fernandes, que fomos saber mais tarde, era o Baixista do grupo "O Terço",  para delirio e tremedeira do Beto. Quanto a mim, só me restava sentar na bateria, ajustada por nada mais nada menos que o melhor baterista do Brasil, Flavio Pimenta, onde estávamos?, Era um mundo novo aquilo... três moleques deslumbrados diantes de magos da musica, os olhos diziam tudo: Brilhos radiantes, já o corpo, não respondia, não obedecia aos comandos, estávamos nervosos...

 Gravamos a primeira, bem rapido. A música  Cenas foi fácil, mas quando saimos de casa, ou melhor: Até um dia antes a música não tinha solo de guitarra, quando o Filico começa a solar, o Beto me olha... (estou arrepiado e lágrimas me caem ) todo maravilhado, por telepatia, gritamos em silencio. Puta que pariu!!! apenas nos olhamos, sorrimos e nos encantamos com um solo simples, mas estava ali, feito pelo Filico que nem tinha nos mostrado antes, pronto! gravada! agora Brazistas, música de letra tosca, num pós punk, num pós censura, numa linguagem crítica, coisas de adolescente revoltado, detalhes na introdução, na bateria, nem me lembro porque coloquei detalhes, nem sabia tocar direito, tinha apenas duas semanas na bateria, uma, duas, tres, quatro...vamos dar um tempo, o Fernando nos oferece café, paramos... O Flavio Pimenta ajusta de novo, voltamos, uma, duas, três.. E somente na oitava vez consegui gravar. Tinhamos em mãos um trabalho lindo, missão cumprida, gravado em apenas oito canais, perfeito! Tudo estava perfeito, o assunto no caminho era o solo, acho que o Filico nunca foi tão elogiado por nós dois como naquele dia...

...três moleques, felizes, juntos nós eramos incrivelmente FELIZES!!!

E ESSA FOI A PRIMEIRA VEZ DE MUITAS...









9 de abr. de 2011

Aventura - Divina Deekadência (By Beto)

5 comentários
(Todos os direitos reservados a Banda Divina Deekadencia conforme a lei 9610 dos direitos autorais de 19 de fevereiro de 1998 - titulo II capitulo I art 7º )

O Beto me faz falta demais. Meu irmão mais velho, meu pai, cuidava de mim, se preocupava comigo...
Preciso da força que você sempre me deu, preciso de você de novo no meu lado, sei que lê isso, eu sei sim, então...me ajuda...de novo...?
Eu sempre o incentivei a escrever músicas, porém não era o forte dele, mas até que se esforçou nessa:

AVENTURA (By Beto)

Viver uma aventura, não é como um filme de ficção,
viver assim no real, fora da tela,
fora do livro de bolso, fora até de sua imaginação...

Aventura de olhar pra fora,
não ver aquela aurora tão aurora,
aventura de saber
que bate um coração,
comandado por injeção,

E a cada passo dessa aventura,
se mistura com a de um milhão,
que sobrou, da destruição...